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Muito se fala de Violência Doméstica mas ainda é muito pouco perto dos números de casos registrados. Segundo pesquisa DataFolha realizada em fevereiro de 2019, 27,4% das mulheres sofreram agressões, 76,4% das vítimas conhecem seus agressores, e a maioria dos casos (42%) ocorreram em casa.


Diante o cenário atual, no qual o mundo está isolamento social, esses números aumentaram consideravelmente. De acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FSBP), os casos aumentaram 44,9% no Estado de São Paulo durante a Pandemia.


Lamentavelmente esse mesmo estudo constatou que o feminicídio - crime de ódio baseado no gênero, amplamente definido como o assassinato de mulheres em contexto de violência doméstica - em alguns estados como o Mato Grosso, quintuplicaram, subindo de duas para dez ocorrências dia.


Em decorrência disso, várias organizações sociais de proteção a mulher estão fazendo campanhas para conscientizar a sociedade sobre esse grande problema. O Instituto Maria da Penha fez uma campanha em vídeo que tenta retratar um pouco da terrível sensação da violência doméstica sofrida por uma mulher casada. Veja o vídeo abaixo:


O que é a Violência Doméstica? E como ela começa?

É a prática de violência entre os membros da família que moram juntos. Geralmente começa por meio de agressões verbais, como por exemplo:


- Você é uma péssima mãe...

- Você não serve pra nada...

- Vira que vou te usar...

- Você não tem nada nessa casa...


O perigo deste tipo de agressão é que ela pode ser o início de um ciclo perigoso de agressões sucessivas que podem durar semanas, meses e anos. Esse ciclo é composto de três fases:


Fase 1 - Início: palavras ofensivas;

Fase 2 - Explosão: atos físicos;

Fase 3 - Lua de mel: pedido de perdão.

Toda mulher deve se atentar a esses sinais para que este tipo de situação não aconteça com ela ou com outras mulheres. É importante enfatizar que existem várias maneiras de violência doméstica. Não podemos considerar somente a agressão física, pois há diversos tipos de atos violentos como;

  • Palavras cruéis, que ofendem é Violência;

  • Limitar as roupas, a maquiagem é Violência;

  • Controlar os movimentos, o sorriso é Violência;

  • Apertar as partes do corpo sem autorização é Violência;

  • Não permitir o convívio com os familiares é Violência;

  • Não deixar trabalhar fora é Violência;

  • Não deixar ter amigos é Violência;

  • Humilhar em público ou a sós é Violência.


A mulher é vítima

Sim ela é. Por mais que a mulher agredida se cale por um ato de amor - por acreditar que seu parceiro, companheiro ou filho não está em si, e por ventura age sem pensar - isso não exclui o ato do agressor. Geralmente a mulher não aceita essa situação e prefere não acreditar. E quanto mais tempo ela demora admitir, mais complicado fica sua situação.


Realmente não é fácil reconhecer que o sonho de amor eterno, o conto de fadas, o relacionamento perfeito falhou. Mas devem sim, ter coragem e todo o apoio, suporte e acolhimento quando toma a atitude de denunciar seu agressor.


Muitas mulheres relatam que viveram por anos sofrendo agressões de todos as formas, e infelizmente algumas não estão mais aqui para contar suas histórias de superação.


Por esse e todos os outros motivos já citados: BASTA!


Atualmente existem vários grupos para apoiam as mulheres nessa situação. Caso precise, ligue no 180, procure uma Delegacia da Mulher ou o Fórum da sua Cidade. As moradoras de Diadema podem contar ainda com a Casa Beth Lobo, localizada na Rua das Turmalinas, nº 35 – Centro.


Por fim, necessário informar que foi lançada, no último dia 10 de junho, a Campanha Sinal Vermelho* contra a violência doméstica. O fato das vítimas normalmente terem vergonha, receio dos seus agressores, e medo de morrerem, dificulta a denúncia, sendo assim, a campanha visa incentivar a comunicação por meio de um símbolo:


ao desenhar um “X” na mão e exibi-lo ao farmacêutico ou ao atendente da farmácia, a vítima poderá receber auxílio e acionar as autoridades.


Veja o vídeo da campanha:


Portanto, você mulher que se viu em alguns dos exemplos acima, já sabia ou que descobriu agora que sofre violência doméstica. BASTA! DENUNCIE E SEJA FELIZ AGORA!!!


*Campanha promovida por:

Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que uniram forças com a Abrafarma, Abrafad, Instituto Mary Kay, Grupo Mulheres do Brasil, Mulheres do Varejo, Conselho Federal de Farmácia, Conselho Nacional dos Chefes da Polícia Civil, Conselho Nacional dos Comandantes Gerais, Colégio das Coordenadorias Estaduais da Mulher em Situação de Violência Doméstica, Fonavid, Ministério Público do Trabalho, Colégio Nacional dos Defensores Públicos Gerais, Promulher do Ministério da Justiça e Segurança Pública e Conselho Nacional do Ministério Público.

Conteúdo desenvolvido por:


Juliana Franco - Advogada